Três técnicas básicas para criar momentos de interação de equipe.

Há algumas semanas, almocei com alguns amigos e eles me contaram que o RH, havia enviado um e-mail convidando a todos da TI a participarem de uma gincana para uma interação da equipe.

Mas nenhum deles estava interessado em participar. Um deles até disse: "E quem é que gosta de interagir?". Essa pergunta, me manteve ainda mais interessado em entender o que se passava na cabeça deles. E aí o lado investigativo (e curioso) fica mais aguçado. Comecei a fazer uma série de perguntas. E de repente a verdade veio à tona.

"Ainda se tivesse vídeo game, sinuca e cerveja, eu iria!" , um deles falou entusiasmado. Então todos concordaram com um "EU TAMBÉM!!!" e caíram na risada.

Ou seja, interagir, não era o problema. Mas o que seria feito para que a interação acontecesse.

Entendo que o RH teve a melhor das intenções, afinal, é parte do trabalho deles, que as pessoas tenham um bom relacionamento dentro da empresa, visando o bem estar de todos.

Entretanto, o RH partiu de um método científico deixado de herança pela revolução industrial.

Este formato, faz com que tempo e dinheiro sejam gastos a toa e não cria engajamento. Isto acontece, porque são hipóteses criadas pelo provedor (neste caso o RH), na tentativa de que o usuário (equipe da TI) perceba valor no que foi preparado para eles.

O resultado disto é a percepção baixa de valor, e consequentemente, pouca adesão por parte do usuário.

Por outro lado, na utilização de um método humanístico, a adesão da equipe de TI seria muito mais alta e efetiva. Isto aconteceria, porque abordagens em que o ser-humano está no centro da estratégia (Human-center Design), trazem soluções baseadas no valor percebido por elas, as quais um serviço ou um produto é criado/melhorado.

Mas o que o RH deveria então ter feito? Simples.

Primeiro: Observação.

Observar como a equipe se comporta em seu dia a dia dentro da empresa, diante das pessoas, entre eles, o que gostam de ouvir, as brincadeira que fazem, a maneira que falam, etc.

Segundo: Entrevista

A entrevista na verdade é um bate papo. Conheça as pessoas para quem você esta criando a interação. Com descontração e empatia. Identifique algo em comum entre vocês e deixe que ele fale.

O objetivo é entender o modelo mental e o comportamento, além das emoções, expectativas, motivações de cada um da equipe.

Este entendimento holístico do eco-sistema, trás grande riqueza de informações e insights poderosos, para que se possa criar excelentes experiências para as pessoas.

Terceiro: Ideação

A partir dos insights e de uma sessão de ideação, coisas incríveis irão surgir, para interação de equipes com real valor percebido para quem o serviço será desenhado.

Estas 3 técnicas podem ser aplicadas para qualquer coisa que se queira criar ou melhorar. Seja um produto, serviço ou processo.

Quando entendemos o que é valor para as pessoas, grandes insights surgem para que possamos surpreende-las.

Então, qual seu melhor insight?

Por Vinícius Nakamura

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